Este Treinamento Presencial de Auditor da Qualidade ISO 9001 – Formação de Auditores Internos de Sistema de Gestão da Qualidade é dirigido a todos os profissionais que queiram conhecer a metodologia para auditorias de Sistemas de Gestão da Qualidade – SGQ, e adquirir os conhecimentos necessários para realizar auditorias internas de forma adequada e eficaz, conforme os requisitos da norma NBR ISO 9001:2008.
Para realizar este curso, é necessário já ter realizado o Curso de Interpretação da Norma NBR ISO 9001.
Não são exigidos pré-requisitos do aluno para realizar este curso.

Graduada em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica, Técnica em Eletrônica pela Escola Getúlio Vargas, pós-graduanda em Engenharia de Segurança do Trabalho pela USP, Márcia Regina Guerra tem 36 anos de experiência profissional, 26 deles dedicados a Sistemas de Gestão.
Trabalhou no Instituto de Pesquisas Tecnológicas, na Asea Brown Boveri, Trevisan Consultoria e na Siemens, onde coordenou a primeira Certificação da Qualidade ISO 9001 no Brasil, em 1989.
Há 16 anos, é sócia-diretora da ComÊxito Consultoria e Engenharia, e, atualmente, atua em consultoria, auditoria e treinamento em sistemas de gestão, como Qualidade ISO 9001, ISO 14001 Meio Ambiente, OHSAS 18001 – Saúde e Segurança Ocupacional, SA8000 – Responsabilidade Social, ISO 20000-1 – Gestão de TI (Tecnologia da Informação), ISO 22000 – Segurança Alimentar, ISO 27001 – Segurança da Informação, COBIT, Seis Sigma; realiza Planejamento Estratégico utilizando o BSC – Balanced Scorecard, análise e gerenciamento de riscos etc.
A realização de auditorias internas é fundamental para a manutenção de um sistema de gestão, seja ele de qualidade, meio ambiente, saúde e segurança, responsabilidade social, tecnologia da informação, enfim. Quando se implementa o sistema ele passa a funcionar como um dente de serra, sua eficiência já começa a cair depois da auditoria de certificação. Na certificação consegue-se o máximo das pessoas, elas estão preocupadas, não querem receber não conformidades e serem culpadas pela não certificação da empresa, mas, assim que a empresa obtém o certificado, as pessoas começam a reduzir suas atividades relacionadas ao sistema de gestão, a não ser que estas atividades impactem diretamente nos resultados dos seus processos de trabalho. Neste momento entra a auditoria, seja ela interna ou realizada pelo órgão certificador. A cada auditoria programada os profissionais começam a se preocupar e se ocupar em corrigir seus processos para garantir o atendimento aos requisitos da norma em questão e aos requisitos da organização, e o sistema começa a retornar ao patamar anterior. Durante e depois da auditoria, devido às não conformidades e oportunidades de melhoria identificadas, os responsáveis pelas áreas auditadas iniciam um processo de melhoria ao implantar ações corretivas e preventivas, o qual pode levar a qualidade do sistema a um pico superior ao ocorrido na auditoria de certificação.
Pode-se utilizar vários formatos para a equipe de auditores internos. Caso sejam utilizados profissionais da própria organização, é muito importante a realização de treinamentos para sua formação como auditor interno, e eles têm uma grande vantagem: já conhecem a operação e terão facilidade em avaliar os procedimentos e registros de trabalho de cada processo. A organização também pode trabalhar com auditores terceirizados, e estes também têm sua vantagem: experiência prática na realização de auditorias. Uma terceira opção é a organização formar auditores internos e utilizar auditores terceirizados, normalmente consultores do mercado de trabalho, para o treinamento prático dos primeiros. Seja qual for a decisão da organização, sobre o formato da equipe de auditores internos é preciso garantir que haja um procedimento documentado para a realização de auditorias e formação de auditores, porque a auditoria tem um grande impacto sobre os profissionais da organização que estão sendo auditados, e, deve ser realizada de forma adequada em termos de investigação, postura, relatórios, controle de tempo, linguagem etc., pelos auditores internos.
A auditoria tem por objetivos, entre outros, determinar conformidades e não conformidades dos processos de trabalho em relação aos critérios estabelecidos, por exemplo, pela norma NBR ISO 9001; determinar a eficácia do Sistema de Gestão – se este atende às necessidades e expectativas dos clientes e da organização; indicar oportunidades para melhoria; atender requisitos legais; viabilizar a certificação do Sistema de Gestão da Qualidade; servir como base para a relação contratual entre organizações e seus fornecedores; favorecer melhoria contínua dos processos; promover aidentificação e redução de não conformidades que estejam ocorrendo na organização; prevenir não conformidades potenciais; ser fonte de dados para a análise de desempenho da organização.
ISO é a sigla da Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization), organização não-governamental com sede em Genebra – Suíça, fundada em 1946, hoje presente em cerca de 157 países (o Brasil é representado pela ABNT – Associação de Normas Técnicas), cuja função é a de elaborar e promover padrões de aceitação mundial, através da normatização de produtos e serviços, para que a qualidade destes seja permanentemente aprimorada.
A sigla ISO, contudo, não é meramente um acrônimo, mas faz também referência à isonomia, posto ser este o propósito da International Organization for Standardization: desenvolver e promover normas que possam ser utilizadas igualmente por todos os países do mundo, e por isso, a ISO atua nos mais diferentes segmentos, de normas e especificações de produtos, matérias-primas a sistemas de gestão, em todas as áreas. As normas ISO mais conhecidas são aquelas que tratam de Sistemas para Gestão da Qualidade nas empresas.
A adoção das normas ISO é vantajosa para as organizações porque lhes confere maior organização, produtividade e credibilidade – elementos facilmente identificáveis pelos clientes –, aumentando a sua competitividade nos mercados nacional e internacional. Isso é possível porque as normas ISO, a exemplo da família ISO 9000, estabelecem a necessidade de verificação dos processos organizacionais por meio de auditorias internas e externas independentes.
ISO 9000 representa um conjunto de normas técnicas que definem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral, qualquer que seja o seu tipo ou dimensão.
A família de normas normas ISO 9000 estabelece requisitos que auxiliam a melhoria dos processos internos, a maior capacitação dos colaboradores, o monitoramento do ambiente de trabalho, a verificação da satisfação dos clientes, colaboradores e fornecedores, num processo contínuo de melhoria do sistema de gestão da qualidade, aplicando-se a campos tão diversos como materiais, produtos, processos e serviços.
A versão 2000 da norma NBR ISO 9000 apresenta uma metodologia fantástica para a implantação de melhorias na organização, na qual se baseiam todas as outras normas de gestão: identificação, análise e monitoramento dos processos.
A certificação ISO 9000 faz com que os clientes e demais partes interessadas sintam-se mais seguros com relação à capacidade da organização de fornecer produtos e serviços de qualidade.
As série ISO 9000 é constituída por três normas destinadas ao Gerenciamento da Qualidade e à Qualidade Assegurada. O objetivo é o de complementar os requisitos dos produtos e serviços prestados por uma organização que pretenda implementar os seus padrões de qualidade e tornar-se mais competitiva nos mercados interno e externo. A normatização ISO 9000 refere-se aos elementos do Sistema da Qualidade que devem ser implementados.
A implementação das normas da série ISO 9000 é baseada no ciclo PDCA (Plan – Planejar; Do – Fazer; Check – Verificar; Act – Agir):

A NBR ISO 9001 é a versão brasileira da norma internacional ISO 9001, que estabelece requisitos para o Sistema de Gestão da Qualidade (ou Sistema de Gerenciamento da Qualidade – SGQ) de uma organização, não significando, necessariamente, conformidade de produto às suas respectivas especificações.
Em 1987, a ISO editou a série 9000 com o objetivo de estabelecer critérios para implantação de Sistemas de Garantia da Qualidade. A primeira versão criou uma estrutura de três normas sujeitas a certificação, a ISO 9001, a ISO 9002 e a ISO 9003, além da ISO 9000 que era uma espécie de guia para seleção da norma mais adequada ao tipo de organização. Três anos depois, a ABNT publicou a primeira versão (tradução) da série ISO 9000 no Brasil. A série brasileira foi nomeada série NBR 19000. Em 1994, a série foi revisada, porém, sem grandes modificações, apenas com uma pequena ampliação e alguns esclarecimentos em seus requisitos, mantendo a mesma estrutura, ou seja, três normas sujeitas a certificação; em paralelo, a ABNT revisou as normas brasileiras, adotando o nome "série NBR ISO 9000", alinhando-se com o resto do mundo que já adotava nomenclatura similar para suas versões nacionais. Em dezembro de 2000, a série foi totalmente revisada, restando apenas a ISO 9001 com requisitos para certificação.
As últimas estatísticas da ISO revelam que existe mais de um milhão de organizações certificadas de acordo com a norma ISO 9001 em todo o mundo. Infelizmente, muitas dessas organizações estão apenas familiarizadas com os requisitos básicos da ISO 9001 e não aprofundam o conhecimento dos princípios de gestão da qualidade nos quais esta norma se baseia, nem investigam as potencialidades da informação disponível, que permite implementar um sistema de gestão da qualidade eficiente.
O objetivo da NBR ISO 9001 é construir um modelo de gerenciamento na organização para que os processos de trabalho sejam padronizados, e, com isso, ajudem a organização na realização de serviços e produção de bens que atendam aos requisitos dos clientes. O objetivo de um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), é, portanto, complementar os requisitos dos produtos e serviços realizados por uma organização, e ajudar a organização a se tornar mais competitiva nos mercados interno e externo.
Periodicamente, a ISO examina e atualiza suas normas para assegurar sua evolução de acordo com as transformações das empresas e as expectativas do mercado. O processo de revisão da norma ISO 9001 manteve sua essência inalterada, isto é, os oito princípios de gestão, a abordagem de processos, os títulos, campos de aplicação e estrutura. As alterações da versão ISO 9001:2008 foram pequenas e não modificaram o conteúdo da norma, apenas esclarecem melhor os requisitos já existentes na versão ISO 9001:2000.
A norma NBR ISO 9001:2008 contém oito tópicos: ntrodução; Escopo; Referência Normativa; Termos e Definições; Sistema de Gestão da Qualidade; Responsabilidade da Direção; Gestão de Recursos; Realização do Produto; Medição, Análise e Melhoria.
Os seis procedimentos documentados obrigatórios da norma NBR ISO 9001:2008 são: Controle de Documentos; Controle de Registros; Auditorias Internas; Controle de Produtos/Serviços Não-Conformes; Ação Corretiva; Ação Preventiva. Em acréscimo a estes procedimentos devem ser elaborados outros documentos como uma “Política da Qualidade” e um “Manual da Qualidade”.
Entre os principais benefícios da certificação ISO 9001 pode-se apontar a melhoria de produtos e serviços; a redução de custos; a melhoria da qualidade dos processos de trabalho e do moral dos funcionários; maior eficiência e eficácia na organização; ganho de vantagem competitiva e maiores oportunidades de marketing e vendas.
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