CEP
Controle Estatístico de Processos


Treinamento Presencial com Certificado
8 horas

Objetivos do Curso

Este Curso Presencial de CEP – Controle Estatístico de Processos também está disponível no formato Online

Este Treinamento Presencial de CEP – Controle Estatístico de Processos é dirigido a todos os profissionais que queiram conhecer a metodologia de Controle Estatístico de Processos (CEP), para utilização nos processos de suas organizações, a fim de controlá-los e melhorá-los.

Com este curso, você irá aprender:
  • Conceitos de qualidade; histórico do CEP;
  • Conceitos gerais e estatística básica; causas das variações no CEP;
  • Avaliação da capacidade dos sistemas de medição no CEP;
  • Ferramentas tradicionais da qualidade utilizadas para o CEP;
  • Conceitos básicos de probabilidade para o CEP;
  • Distribuições estatísticas para o CEP;
  • Avaliação da capabilidade do processo; índices Cp, Cpk, Pp e Ppk;
  • Gráficos de controle por variáveis e atributos;
  • Autocontrole; gráfico do farol;
  • Técnicas para análise de causas dos desvios;
  • Implementação do CEP.

Não são exigidos pré-requisitos do aluno para realizar este curso.

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Conteúdo Programático

Veja os depoimentos de nossos alunos
Módulo I
CEP – Controle Estatístico de Processos. História do CEP. Conceitos básicos de estatística; Controle de qualidade. Processos. Variação e causas de variação. Princípios e benefícios do CEP.
Módulo II
A curva normal e os gráficos de controle.
Módulo III
Cartas de controle para atributos.
Módulo IV
Cartas de controle para variáveis.
Módulo V
Capacidade do processo e as 7 ferramentas da qualidades utilizadas para o CEP.
Arquivos Extras
Slides do Curso Online de CEP – Controle Estatístico de Processos.
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Público-Alvo

Profissionais envolvidos com as áreas de qualidade e produtividade de qualquer empresa, que desejem controlar e melhorar seus processos através do CEP.

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Instrutora: Márcia Regina Guerra

Foto da Instrutora: Márcia Regina Guerra

Graduada em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica, Técnica em Eletrônica pela Escola Getúlio Vargas, pós-graduanda em Engenharia de Segurança do Trabalho pela USP, Márcia Regina Guerra tem 36 anos de experiência profissional, 26 deles dedicados a Sistemas de Gestão.

Trabalhou no Instituto de Pesquisas Tecnológicas, na Asea Brown Boveri, Trevisan Consultoria e na Siemens, onde coordenou a primeira Certificação da Qualidade ISO 9001 no Brasil, em 1989.

Há 16 anos, é sócia-diretora da ComÊxito Consultoria e Engenharia, e, atualmente, atua em consultoria, auditoria e treinamento em sistemas de gestão, como Qualidade ISO 9001, ISO 14001   Meio Ambiente, OHSAS 18001 – Saúde e Segurança Ocupacional, SA8000 – Responsabilidade Social, ISO 20000-1 – Gestão de TI (Tecnologia da Informação), ISO 22000 – Segurança Alimentar, ISO 27001 – Segurança da Informação, COBIT, Seis Sigma; realiza Planejamento Estratégico utilizando o BSC – Balanced Scorecard, análise e gerenciamento de riscos etc.

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CEP – Controle Estatístico de Processos

O termo estatística surgiu da expressão em latim statisticum collegium, palestra sobre os assuntos do estado, de onde surgiu a palavra em língua italiana statista, que significa "homem de Estado", ou político, e a palavra alemã statistik, designando a análise de dados sobre o Estado. Apareceu como vocábulo na Enciclopédia Britânica em 1797, e adquiriu um significado de coleta e classificação de dados no início do século XIX.

As primeiras estatísticas foram realizadas para identificar como os bens do Estado estavam distribuídos entre a população. O primeiro dado disponível sobre um levantamento estatístico foi referido por Heródoto, segundo o qual, em 3.050 a.C., efetuou-se um estudo da riqueza da população do Egito com a intenção de averiguar quais recursos humanos e econômicos existiam para a construção das pirâmides.

Hoje, todos os estados e a sociedade em geral usam e dependem da estatística, de modo que é usual o Estado possuir um Instituto Nacional de Estatística. Hoje, a estatística é aplicada a estudos de demografia, economia, biologia, medicina, física, psicologia e meteorologia, entre outros, para a indústria, o comércio, a educação, etc., e de domínios aparentemente desligados como estrutura de linguagem e estudo de formas literárias.

O americano Dr. Walter Shewhart (1891-1967), do Bell Labs, na década de 1920, estudou os dados dos processos de seu laboratório e foi o primeiro a formalizar a distinção entre variação controlada e variação não-controlada, correspondente ao que se chama de causas comuns e causas especiais. Ele desenvolveu uma ferramenta simples, mas poderosa, para separar esses dois tipos de causas, e a chamou de carta de controle. Desde esta época, as cartas de controle têm sido usadas com sucesso numa grande variedade de situações de controle de processos.

O que é CEP?

CEP significa Controle Estatístico de Processos. Não se refere a uma técnica, algoritmo ou procedimento específico, mas é uma filosofia de otimização relacionada à melhoria contínua do processo, por meio de ferramentas estatísticas. O CEP tradicionalmente é uma ferramenta, com base estatística, de auxílio ao controle da qualidade nas etapas do processo, particularmente, no caso de processos de produção repetitivos.

Hoje, mais do que uma ferramenta estatística, o CEP é entendido como uma filosofia de gerenciamento, isto é, um conjunto de técnicas e habilidades originárias da estatística e da engenharia de produção que visam a garantir a estabilidade e a melhoria contínua de um processo de produção. Em resumo, o CEP visa o controle e a melhoria dos processos.

Por que controlar processos?

Porque do processo de produção podem resultar produtos não-conformes (defeituosos), ou a porcentagem de produtos defeituosos pode variar ao longo do tempo. O que causa produtos defeituosos é a existência de variação nos materiais, nas condições do equipamento, nos métodos de trabalho, na inspeção, nas condições da mão-de-obra, em outros insumos, etc. A variação que ocorre em um processo de produção pode ser desmembrada em duas elementos: um de difícil controle, chamado variação aleatória, e outro chamado variação controlável. Assim, a equação da variação total de um processo pode ser escrita como sendo:

Variação Total = Variação Aleatória + Variação Controlável.

Se as variações forem conhecidas, controladas e reduzidas, os índices de produtos defeituosos certamente se reduzirão. Esses dois tipos de variação exigem esforços e capacitação técnica e gerencial diferenciados para o seu controle.

CEP e Cartas de Controle

Carta de Controle é um gráfico similar ao gráfico de linha, onde se plotam os dados observados ao longo do tempo em que foram coletados. De um modo geral, possui uma linha central (LC) a partir da qual se estabelecem os limites de controle (LC = média ± 3 desvios padrão), o que permite uma visualização da localização e dispersão do processo analisado.

O Controle Estatístico de Processo tem por natureza ser uma ferramenta preventiva: por meio da análise de tendências e das variações do processo é possível prever certos fatos indesejáveis, como, por exemplo, produtos fora da especificação. Por isso, é fundamental saber interpretar as Cartas de Controle.

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