CEP
Controle Estatístico de Processos

Curso Presencial

Duração: 2 dias
Objetivos:

Este curso é dirigido a todos os profissionais que queiram conhecer a metodologia de Controle Estatístico de Processo (CEP), para utilização nos processos de suas organizações, a fim de controlá-los e melhorá-los.

Conteúdo:

Tópicos a serem abordados no treinamento:

  • CEP – Controle Estatístico de Processos. História do CEP. Conceitos básicos de estatística; Controle de qualidade. Processos. Variação e causas de variação. Princípios e benefícios do CEP.
  • A curva normal e os gráficos de controle.
  • Cartas de controle para atributos.
  • Cartas de controle para variáveis.
  • Capacidade do processo e as 7 ferramentas da qualidades utilizadas para o CEP.
Público Alvo:

Profissionais envolvidos com as áreas de qualidade e produtividade de qualquer empresa, que desejem controlar e melhorar seus processos.

Observações: O treinamento é dinâmico e interativo com trabalhos em grupo e exercícios que foram desenvolvidos com o objetivo de fornecer aos participantes as ferramentas necessárias para o entendimento e aplicação dos conceitos apresentados.
Datas de Realização:

18 (sábado) e 25 (sábado) de Setembro de 2010

27 (segunda-feira) e 28 (terça-feira) de Setembro de 2010

Local de Realização: Cidade de São Paulo – SP

Este curso também está disponível em formato e-Learning

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CEP – Controle Estatístico de Processos

O termo estatística surgiu da expressão em latim statisticum collegium – palestra sobre os assuntos do estado, de onde surgiu a palavra em língua italiana statista, que significa "homem de Estado", ou político, e a palavra alemã statistik, designando a análise de dados sobre o Estado. Apareceu como vocábulo na Enciclopédia Britânica em 1797, e adquiriu um significado de coleta e classificação de dados no início do século XIX.

As primeiras estatísticas foram realizadas para identificar como os bens do Estado estavam distribuídos entre a população. O primeiro dado disponível sobre um levantamento estatístico foi referido por Heródoto, segundo o qual, em 3.050 a.C., efetuou-se um estudo da riqueza da população do Egito com a intenção de averiguar quais recursos humanos e econômicos existiam para a construção das pirâmides.

Hoje, todos os estados e a sociedade em geral usam e dependem da estatística, de modo que é usual o Estado possuir um Instituto Nacional de Estatística. Hoje, a estatística é aplicada a estudos de demografia, economia, biologia, medicina, física, psicologia e meteorologia, entre outros, para a indústria, o comércio, a educação, etc., e de domínios aparentemente desligados como estrutura de linguagem e estudo de formas literárias.

O americano Dr. Walter Shewhart (1891-1967), do Bell Labs, na década de 1920, estudou os dados dos processos de seu laboratório e foi o primeiro a formalizar a distinção entre variação controlada e variação não-controlada, correspondente ao que se chama de causas comuns e causas especiais. Ele desenvolveu uma ferramenta simples, mas poderosa, para separar esses dois tipos de causas, e a chamou de carta de controle. Desde esta época, as cartas de controle têm sido usadas com sucesso numa grande variedade de situações de controle de processos.

O que é CEP?

CEP significa Controle Estatístico de Processos. Não se refere a uma técnica, algoritmo ou procedimento específico, mas é uma filosofia de otimização relacionada à melhoria contínua do processo, por meio de ferramentas estatísticas. O CEP tradicionalmente é uma ferramenta, com base estatística, de auxílio ao controle da qualidade nas etapas do processo, particularmente, no caso de processos de produção repetitivos.

Hoje, mais do que uma ferramenta estatística, o CEP é entendido como uma filosofia de gerenciamento, isto é, um conjunto de técnicas e habilidades originárias da estatística e da engenharia de produção que visam a garantir a estabilidade e a melhoria contínua de um processo de produção. Em resumo, o CEP visa o controle e a melhoria dos processos.

Por que controlar processos?

Porque do processo de produção podem resultar produtos não-conformes (defeituosos), ou a porcentagem de produtos defeituosos pode variar ao longo do tempo. O que causa produtos defeituosos é a existência de variação nos materiais, nas condições do equipamento, nos métodos de trabalho, na inspeção, nas condições da mão-de-obra, em outros insumos, etc. A variação que ocorre em um processo de produção pode ser desmembrada em duas elementos: um de difícil controle, chamado variação aleatória, e outro chamado variação controlável. Assim, a equação da variação total de um processo pode ser escrita como sendo:

Variação Total = Variação Aleatória + Variação Controlável.

Se as variações forem conhecidas, controladas e reduzidas, os índices de produtos defeituosos certamente se reduzirão. Esses dois tipos de variação exigem esforços e capacitação técnica e gerencial diferenciados para o seu controle.

CEP e Cartas de Controle

Carta de Controle é um gráfico similar ao gráfico de linha, onde se plotam os dados observados ao longo do tempo em que foram coletados. De um modo geral, possui uma linha central (LC) a partir da qual se estabelecem os limites de controle (LC = média ± 3 desvios padrão), o que permite uma visualização da localização e dispersão do processo analisado.

O Controle Estatístico de Processo tem por natureza ser uma ferramenta preventiva: por meio da análise de tendências e das variações do processo é possível prever certos fatos indesejáveis, como, por exemplo, produtos fora da especificação. Por isso, é fundamental saber interpretar as Cartas de Controle.

Endereço:

Alameda Bruxelas, 95, Alphaville – Barueri, São Paulo – SP, CEP 06474-150

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